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Tabuleiro municipal

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  Por Raphael Gomes

  25.fevereiro.2021 às 08:28Atualizado em 25.fevereiro.2021 às 10:06

Eleição da Amunes tem largada oficial nesta sexta, com polêmica e atenção em Victor Coelho, o "investimento" de Casagrande em 2020

Motivo de fortes articulações nos bastidores há algumas semanas, a disputa para o próximo comando da Associação dos Municípios do Estado (Amunes), importante braço político capixaba, dará sua largada oficial nesta sexta-feira (26), quando serão publicadas as regras do processo e da inscrição das chapas, que já são alvos de polêmicas.

A questão é a possibilidade de ex-prefeitos se candidatarem, resultado de uma mudança no estatuto efetuada no ano passado. Como sempre ocorre, o governo do Estado impõe as cartas nas movimentações, na estratégia de manter à frente da entidade um aliado de primeira linha, como no período do ex-prefeito de Viana, Gilson Daniel (Podemos), que não tentará a reeleição. A regra que favorece ex-prefeitos envolve a candidatura de Lubiana Barrigueira, do PSB de Casagrande, que geriu o município de Nova Venécia e, hoje, é vice-presidente da Amunes. Embora prevista legalmente, há protestos contrários, como do prefeito de Barra de São Francisco (noroeste do Estado), Enivaldo dos Anjos (PSD), que já ameaçou até desfiliar, neste caso, o município da Amunes. Outro nome que aparece no mercado é Luciano Pingo (Republicanos), de Ibatiba, que também ocupou cargos na entidade nos últimos anos, e circula para emplacar sua chapa. Ele esbarra, porém, no Palácio Anchieta, que, para apoiá-lo teria que preterir dois prefeitos do próprio PSB: Fabrício Petri, de Anchieta, e Victor Coelho, de Cachoeiro de Itapemirim. Nesse período de pré-eleição, os olhos se voltam para o último, em quem Casagrande investiu pesado no último pleito municipal, garantindo a reeleição numa cidade estratégica com mais de 53%, tendo como concorrentes candidatos de grupos adversários, do deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM) e do bolsonarista Carlos Manato, ex-PSL. A não ser que ocorram recusas e mudanças no caminho, a cadeira tem tudo para ser dele.

'Selo' Sem Victor para "decolar", o que fará o PSB? Com Barrigueira não há consenso, e sim resistências. Ficaria Fabrício Petri, que tem interesse no cargo, mas se filiou ao partido recentemente (era do MDB, ex-legenda de Paulo Hartung) e não tem o mesmo "selo fidelidade" a Casagrande.

Dia D A eleição está marcada para o dia 31 de março, de 13h às 17h, com votos diretos e secretos. O futuro presidente e diretoria, que representarão os 78 municípios capixabas, atuarão até 2023, ou seja, depois da disputa de 2022, quando o grupo de Casagrande se empenhará em permanecer no poder.

Faz todo sentido Ao se posicionar contra a alteração estatuária promovida por Gilson Daniel em 2020, Enivaldo dos Anjos questionou: "Por que indicar um ex-prefeito para presidir uma entidade cujos filiados são os municípios, que têm 78 prefeitos na ativa?".

Interior Com os nomes colocados nas movimentações até agora, a presidência volta a ficar entre as cidades do interior, o que foi uma máxima durante muitos anos, sendo quebrada poucas vezes, incluindo as gestões do ex-prefeito de Viana, que ocupará agora cargo no governo.

Três seguidos Na ação do Pros protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) contra reeleições de presidentes de assembleias em oito estados, três estão na mesma situação do Espírito Santo, com Erick Musso (Republicanos) e seus três mandatos seguidos: Amapá, Maranhão e Pernambuco.

Ainda mais Nos outros, a falta de alternância é ainda mais grave, quatro vezes direto, como Paraná, Rio Grande do Norte e Sergipe, e até cinco, como no Piauí.

Que situação... Enquanto isso, prossegue a saia justa no Pros Estadual. A deputada estadual Raquel Lessa, que também foi reconduzida para função na Mesa Diretora, como detalhei na coluna passada, nada diz. Já o presidente da Executiva capixaba, Sandro Locutor, se limitou a explicar que não teve participação e "só foi comunicado" da ação.

EPIs Em reunião na Comissão de Educação da Câmara de Vitória, nesta quarta-feira (24), a secretária Juliana Rohsner Vianna Toniati, ao tratar do retorno das aulas da rede municipal, ressaltou o "cumprimento de todos os protocolos de saúde para a Covid-19". Denúncias destes primeiros dias dizem o contrário: não há ainda Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os professores. O aviso é de "vão chegar".

Falta de problema, não é Mudou o ano, mas a prática, não. A Assembleia Legislativa continua encerrando as sessões mais cedo, bem antes das 18 horas. Que coisa...


Fonte: Manaira Medeiros / Século Diário

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