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Casagrande faz lockdown e pede sacrifício, mas tem dispensa cheia de picanha a sorvete

Casagrande faz lockdown e pede sacrifício, mas tem dispensa cheia de picanha a sorvete

Picanha, paleta de cordeiro, pernil, chocolates e sorvetes comprados com dinheiro público no ano da pandemia. Além de salário mensal de mais de R$ 23 mil.

  Por Jackson Rangel Vieira

  19.março.2021 às 12:35Atualizado em 19.março.2021 às 13:54

Enquanto os trabalhadores estão presos em casa, com sistema de saúde sucateado e sem dinheiro para colocar comida em casa, o Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), tem alto salário mensal de R$ 23.803,68 e dispensa cheia. Além de outros privilégios do cargo, a Residência Oficial da Praia da Costa- Vila Velha - , de frente para o mar, está está bastecida de picanha a sorvete, tudo pago pelo contribuinte capixaba, sem interesse público. Cabe investigação.

ESCÂNDALO

A FOLHA descobriu pelo diário oficial as compras que abastecem a casa de Casagrande, tanto no Palácio quanto na Residência Oficial. Revela em primeira mão um escândalo em meio aos sacrifícios e sofrimentos dos cidadãos na pandemia sem poder trabalhar para colocar comida em casa. Agora, sem atendimento na Saúde.

O governador socialista manda comprar tudo do bom e do melhor com dinheiro do contribuinte. São dezenas de aquisições: carnes nobres de corte (picanha de boi, short rack, paleta de cordeiro, filé mignon, costela, pernil sem osso e outros), peixes caros (como lombo de bacalhau), cinco tipos de chocolates, cuscuz marroquino, seis tipos de feijão, cogumelos Paris, presunto Parma, sorvetes e até vinho só para temperar carnes. Isso só para citar alguns exemplos.

Além disso, há compra de bebidas alcoólicas (vinhos, cervejas, whisky, espumante e cachaça) por meio dos cartões corporativos sigilosos, para não revelar as aquisições com dinheiro público.

O jornal mostra a publicação do diário oficial do Estado e trechos do edital de compra.




* Clique aqui para ler a íntegra do edital.

Casagrande também não paga conta de água e luz. E ainda tem acesso a carros com gasolina e motoristas, seguranças, celulares, empregados, governanta e até chef de cozinha. Quem paga tudo isso é o cidadão comum longe de algum dia viver dessa forma nababesca.

É uma estrutura digna de monarquia, escarniando da população prisioneira da pandemia, sem comida na mesa e sem serviço saúde.

É nesse contexto que o Governador exige sacrifícios e decreta lockdown. Não aceitou sequer reduzir impostos de ICMS sobre gasolina, gás, energia elétrica e outros produtos para diminuir preços e ajudar a população.

E ainda mandou gastar R$ 121 milhões de reais em obras sem licitação, suspeitas, quando poderia colocar esse dinheiro no sistema estadual de saúde, claramente sucateado, para salvar vidas na pandemia do covid, agora, em solo capixaba com nova variante importada de Manaus-AM pelo próprio governador em janeiro.


Fonte: folhadoes.com

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