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Câmara de Cachoeiro nunca fiscalizou nada. Vai monitorar?

Câmara de Cachoeiro nunca fiscalizou nada. Vai monitorar?

Só com lupa para alguns parlamentares enxergarem alguma coisa

  Por Jackson Rangel Vieira

  15.maio.2021 às 17:31Atualizado em 15.maio.2021 às 21:27

A Câmara de Cachoeiro de Itapemirim-ES vai criar uma Comissão Especial Para Monitorar a Violência no Interior Município, aonde o tráfico já espalhou sua semente e crimes brutais costumam acontecer, sem mencionar a violência doméstica que fica invisível nas estatísticas oficiais.

Ora, a notícia surpreende. Não porque é uma ideia esdrúxula ou de jeca. A iniciativa é ridícula pelo simples fato daquele Parlamento não exercer nem as suas atribuições inerentes aos mandatos dos seus habitantes. Legislar e fiscalizar, aquela velha regrinha de ensinar qual a função de um parlamentar.

Nunca existiu na história daquela Casa de Leis uma Comissão Processante contra um Executivo que, aliás, legisla mais, muito mais, do que o Legislativo. Isso indica duas visões sobre o tema: Todos os prefeitos que passaram perto das margens do Rio Itapemirim foram honestos ou os vereadores, na maioria, são farsantes no cumprimente do dever.

Bem, agora, então, chega a informação de que os edis vão monitorar violência no campo rural. De imediato, existem dois incompetentes por lá, representando o Executivo: o secretário do interior e ex-colega, Alexandre Bastos; e o secretário da Agricultura, Paulo Miranda, que precisam ser fiscalizados.

Propor-se a vigiar bandidagem, função da polícia, é motivo de chacota. Aliás, as forças policiais já conhecem todos os pontos de tráfico e criminalidade. Exterminar com essas células é que são elas. E os crimes fúteis, ao ver de qualquer especialista, não são rastreáveis com o Estado ausente.

Melhor e louvável seria investigar o Executivo a exaustão, como manda a regra constitucional e regimental. Levar ao julgamento do plenários suas infrações e improbidades. Quem vive de indicação e de posar o lado do Executivo em entrega de obras é fisiologista da pior espécie entre as categorias deformadas da politica parlamentar.

Como a natureza do vereador é ficar vergado ao Executivo por meio de cabide de emprego e outras benesses, exceções, de mais valia seria monitorar a satisfação do honesto homem do campo e suas demandas.


Fonte: Diário de um Jornalista

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