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Bolsonaro diz não ter problemas com a China, mas Xi Jinping não quis atendê-lo 

Bolsonaro diz não ter problemas com a China, mas Xi Jinping não quis atendê-lo 

A crise é reflexo de atitude de Eduardo Bolsonaro

  Por Redação

  20.março.2020 às 16:08

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na manhã desta sexta-feira (20) que não há problemas do governo federal com a China após o tuíte publicado pelo filho dele Eduardo Bolsonaro, que é deputado federal. Na publicação, o parlamentar culpou o país asiático pelo coronavírus e foi rebatido publicamente na rede social pela embaixada da China no país.

"Esse assunto é página virada, não existe problema com a China. Zero problema com a China. Conversei com a Teresa Cristina (ministra da Agricultura) hoje. Não temos problemas com a China. O governo brasileiro está muito bem com a China. Se houver necessidade, eu ligarei sim para o presidente Xi Jinping. Sem problema nenhum. Aliás, faz parte do meu ofício tomar uma atitude como essa", declarou para jornalistas na porta do Palácio do Planalto.

A crise começou na noite de quarta-feira, quando Eduardo comparou a resposta da China à epidemia do novo coronavírus à atuação da União Soviética no desastre nuclear de Chernobyl, marcada pela falta de transparência.

Bolsonaro tentou contato, mas Xi Jinping não quis atendê-lo

Jair Bolsonaro tentou contato com Xi Jinping, mas o presidente chinês não quis atendê-lo. De acordo com a jornalista Maria Cristina Fernandes, no Valor Econômico, a embaixada da China no Brasil afirma que aceita o fim do conflito diplomático somente com uma retratação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O parlamentar acusou o país asiático de esconder informações sobre o coronavírus.

"O deputado federal Eduardo Bolsonaro tem que pedir desculpa ao povo chinês por sua provocação flagrante", diz a nota, que também criticou as declarações do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo. "A parte chinesa não aceitou a gestão feita pelo embaixador Ernesto Araújo à noite o dia 18".

O chanceler brasileiro havia dito que a opinião de Eduardo Bolsonaro não atacou o chefe de Estado chinês.


Fonte: Valor Econômico e CNN

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