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Eleições Itapemirim: Forasteirismo e "doutores" pesam o palanque

Eleições Itapemirim: Forasteirismo e "doutores" pesam o palanque

Doutor Antônio perdendo musculatura na reta final por causa de determinados aliados e o passado desastroso de gestão dos colegas doutores

  Por Jackson Rangel Vieira

  23.maio.2022 às 19:19

Quando tudo parecia fácil, as pesquisas começaram a demonstras uma mudança de favoritismo do Doutor Antônio (PP) contra o adversário Zé Lima (PDT). Principal causa de possível virada de jogo no tabuleiro eleitoral de Itapemirim-ES com eleições marcadas para dia 5 de junho é a repulsa do povo da cidade litorânea ao sul do Espírito Santo em relação aos forasteiros.

Enquanto Zé Lima é filho da terra, o seu principal adversário nasceu Olho D Água do Borges, Rio Grande do Norte, e tem biografia recente sem quase nenhum serviço prestado ao Município. Trata-se de uma observação sociológica. Além de ser estranho de origem ao povo itapemirinense, seu apoiadores tem antecedentes de governar com excesso de nomeações de outras cidades, ignorando a inteligência da sua própria gente.

Antecedentes criminais

Outro fator que caiu no inconsciente coletivo foi a profissão médica dos antecessores, afastados por práticas de corrupção e cassados pela Justiça Eleitoral. Foram os casos dos seus colegas Luciano Paiva e Thiago Peçanha, ambos cassados, sucessivamente. Movimentos progressistas estão começando a suspeitar da pouca ou falta de capacidade do Doutor Antônio, outro médico, para governar a cidade.

O palanque do Doutor Antônio ainda tem o estigma do apoio da deputada federal, Norma Ayub (PP), colegas de partido, que já foi prefeita dois mandatos e no segundo foi presa por suposto esquema de fraudes tributárias na operação Derrama. Ela chegou abandonar seu domicílio eleitoral de Itapemirim para Marataízes, onde disputou as eleições em 2020 e ficou em terceira colocação.

Os Ferraço passaram a ser visto como forasteiros, por isso Doutor Antônio sofre em ser obrigado a caminhar junto com políticos que subtraem. A prefeitura no tempo de Norma, por exemplo, foi lotada por servidores cachoeirense, foi quando perdeu força política e pressionada a deixar o Município e tirar o título eleitora no Município vizinho, porém carregou consigo a mácula.

Alcino Cardoso foi outro prefeito preso. Enfim, Itapemirim não teve nenhum respiro com uma liderança diferente desses perfis do passado, ficando o Doutor Antônio o representante da política do passado. Alguém chega a conjecturar, caso vença, que não conseguira administrar sem dividir com os aliados toda a prefeitura.

Com isso, a explicação do motivo de um não doutor estar dando promovendo trabalho nas eleições. Ser filho de Itapemirim e não ter antecedentes criminais o faz ser o divisor de águas e a referência do novo que pode mudar o rumo de Itapemirim-ES, colocando um ponto final nesse passado sombrio ao custo do sofrimento do povo simples e trabalhador.


Fonte: folhadoes.com

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