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Aumento de casos pode ser consequência de novas testagens no estado

Aumento de casos pode ser consequência de novas testagens no estado

  Por Redação

  22.outubro.2020 às 17:34Atualizado em 22.outubro.2020 às 17:38

A Covid-19 no Espirito Santo passou por uma oscilação de casos nos últimos dias, com um aumento entre 600 a 800 novas pessoas infectadas pelo vírus por dia. Já na última quarta (21), 1.162 novos positivos foram registrados pela Secretaria de Saúde do Espirito Santo (SESA), aumento significativo, que pode ser consequência do maior número de testagens no estado.

O diretor de integração e projetos especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Pablo Lira, explica porquê isso aconteceu. “Desde o mês de setembro, tivemos uma ampliação das testagens. Antes, apenas uma pessoa da família era testada. Dese então, se uma pessoa é confirmada com Covid-19, todos os familiares são testados. Isso ocasionou um aumento dos casos”.

Pablo Lira explica que as oscilações e o aumento dos números podem continuar acontecendo. “Até os dados se adequarem a essa nova forma de testagem, ocorrerão variações. É importante, também, dizer que essa oscilação pode acontecer, pois ainda estamos em um contexto de vacina. Enquanto não tiver vacina, os casos podem aumentar ou diminuir”.

O Espirito Santo realiza 115.316 testes por 100 mil habitantes, 31.288 a mais que o nível nacional. O Instituo Jones dos Santos Neves, projeta que, até o dia 31 de Outubro, mais de 152 mil casos de Covid-19 serão confirmados.

Liberação e Flexibilização do distanciamento

A partir dessa sexta (23), estarão liberados os eventos sociais e corporativos com até 300 pessoas. Antes, o limite era 100. As aulas nas escolas particulares, estaduais e faculdades também retornaram presencialmente.

A infectologista Rúbia Miossi ressalta que a população tem o papel de contribuir na diminuição dos casos. “As pessoas não estão ajudando no controle da pandemia. As liberações, de fato, influenciam em um possível aumento de casos, mas o mais importante são as medidas individuais que cada um toma. Não é só o poder público que precisa agir. A população tem que realizar as próprias medidas de distanciamento”, comenta.

Ainda segundo ela, as pessoas estão indo cada vez mais para rua, desrespeitando o distanciamento. “Com a liberação dos eventos, as pessoas precisam entender que o distanciamento é uma escolha. Precisam parar de viver em negação, pois quem irá morrer será quem possui riscos”, afirma.


Fonte: Es Hoje

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