A mãe de uma menina autista de 7 anos denunciou que sua filha foi dopada em sua escola em Vitória, Espírito Santo. A menina passou mal e disse que recebeu uma "balinha com gosto de remédio" na escola. A mãe ligou para o 190 e o Samu identificou por telefone sinais de que a menina teria sido medicada e orientou para um Pronto-Atendimento (PA). A menina foi atendida e medicada no PA e a mãe fez um boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O caso foi denunciado na Prefeitura de Vitória, no Ministério Público e também informado ao Conselho Tutelar. A substância apontada pelo exame não está presente nos remédios de rotina da menina.

 O neurologista infantil Thiago Gusmão explicou que o aminoclonazepam, o medicamento encontrado no organismo da menina, não está presente nos medicamentos de rotina da aluna e pode causar efeitos colaterais como sonolência, letargia, apatia e até agitação. Ele também esclareceu que o uso desse medicamento deve ser administrado e consumido com orientação médica.

 A presidente da Associação dos Amigos dos Autistas do Espírito Santo (Amaes), Poliana Paraguassu, afirmou que relatos de medicação na escola não são comuns. Ela orientou que as mães que passem por situações semelhantes devem procurar a escola, a direção e a secretaria de educação para entender o que aconteceu.

 A Secretaria Municipal de Educação informou que informações envolvendo crianças e adolescentes são protegidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A prefeitura também informou que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente e ao Idoso (DPCA), e o Ministério Público do Estado do Espírito Santo respondeu que recebeu documentação e informações referentes ao caso e analisa os fatos e acompanha o inquérito policial instaurado.