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Gabriela Duarte justifica silêncio sobre política: ”Escolhas são individuais”

Gabriela Duarte  justifica silêncio sobre política: ”Escolhas são individuais”

Confira íntegra do desabafo da atriz

  Por João Machado

  22.maio.2020 às 19:01Atualizado em 23.maio.2020 às 03:19

Na tarde desta quinta-feira (21), a atriz Gabriela Duarte, que até então vinha se mantendo calada perante a todos os últimos acontecimentos políticos envolvendo sua mãe, a atriz Regina Duarte, resolveu usar a sua rede social para se posicionar. Ela justificou sua decisão de não expor publicamente o seu posicionamento até o presente momento.

Em uma desabado em seu Instagram, Gabriela não citou o nome da mãe, que foi demitida na última quarta-feira (20) da Secretaria de Cultura do governo Jair Bolsonaro, mas deu indícios de que tem divergências com ela. No texto, a artista diz que o momento é de respeitar as escolhas individuais de cada um.

Vale lembrar que o envolvimento de Regina na política acabou respingando em Gabriela Duarte. Antes da eterna namoradinha do Brasil deixar a secretaria da cultura, sua filha recebeu muitas críticas na web, entre elas, um pedido dos internautas para interditar a mãe.

Confira na íntegra o desabafo de Gabriela Duarte:

Um artista pode se posicionar politicamente se quiser. Existem os que fazem isso e tem suas razões. Essa, porém, nunca foi uma escolha minha. A profissão que escolhi já é bastante política em vários aspectos. Isso, no entanto, não faz com que eu deixe de me posicionar, mas o faço como uma cidadã normal. Voto e exerço meu direito de escolher pessoas que acho mais adequadas a me representar, mas não trago isso pra minha vida pública.

Divido meus pensamentos e opiniões nessa área com pessoas que me são próximas. Não tenho necessidade de mais do que isso, nem me sinto no direito de influenciar politicamente quem quer que seja. São escolhas, e escolhas são individuais. Cada um tem a liberdade de pensar de forma própria.

E isso diz respeito a relações familiares também.

Somos o que escolhemos ser e batalhamos por isso. Quando crianças, seguimos o exemplo daqueles que estão muito próximos a nós: os pais, os avós, irmãos, professores da escola…Aos poucos esse universo se amplia e nossas referências também. Começamos então a formar nosso próprio corpo ideológico e percebemos que não precisamos mais seguir os modelos da infância e adolescência. Amadurecer, entre tantas coisas, é isso.

Tudo isso não quer dizer que não possa mais haver afeto, amor, gratidão e respeito por aqueles que nos criaram. Pelo contrário. Devem ser apreciados e honrados todos os dias. Mas entender que uma família não precisa necessariamente funcionar como um bloco, com pensamentos em uníssono sempre, é fundamental.

Meus filhos têm sido criados também dessa forma. Para que sejam livres e possam formar seus próprios pensamentos. O fato de serem meus filhos não os obriga a serem como eu. Quero que eles sejam melhores! Escolhas são individuais, que fique claro. Cada adulto que cuide de seu RG e CPF.


Fonte: MSN

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