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Promotoria da Irlanda do Norte decide não processar 15 soldados envolvidos no 'Domingo Sangrento' de 1972

Promotoria da Irlanda do Norte decide não processar 15 soldados envolvidos no 'Domingo Sangrento' de 1972

Soldados britânicos abriram fogo contra manifestantes católicos que marchavam em Londonderry, na Irlanda do Norte, em 1972. O evento ficou conhecido como 'Domingo Sangrento': 14 pessoas morreram.

  Por Leandro Bettecher

  29.setembro.2020 às 16:56

O Ministério Público da Irlanda do Norte decidiu não processar 15 soldados que estiveram envolvidos na morte de 13 católicos desarmados em 1972 durante o massacre do Domingo Sangrento.

Na Irlanda do Norte, os católicos são majoritariamente favoráveis à independência do Reino Unido.

No dia 30 de janeiro de 1972 houve uma marcha pacífica em Londonderry. Essa é uma região considerada nacionalista. O ato não havia sido autorizado pela polícia.

Mapa mostra a localização de Londonderry — Foto:  G1

Mapa mostra a localização de Londonderry — Foto: G1

Uma tropa de soldados do Reino Unido abriu fogo e matou imediatamente 13 pessoas desarmadas. Uma outra vítima morreu posteriormente em decorrência dos ferimentos.

Um inquérito judicial sobre os eventos concluiu, em 2010, que as vítimas eram inocentes e não representavam ameaça aos militares.

Esse é o incidente mais violento do conflito entre os separatistas da Irlanda do Norte e o Reino Unido.

A violência na Irlanda do Norte piorou a partir de então –os anos foram chamados de “The Troubles” (Os Problemas, em tradução livre). Em 1998 foi firmado o Acordo de Good Friday (Boa Sexta-feira, em tradução livre) que pôs um fim ao conflito. No total, 3.500 pessoas morreram em decorrência dos conflitos durante essas décadas.

O Soldado F.

No ano passado, os promotores decidiram que havia provas para indiciar um ex-soldado britânico, conhecido como Soldado F., por dois homicídios. Outros 16, no entanto, não seriam processados (um deles morreu e o caso automaticamente se extinguiu).

Familiares das vítimas e sobreviventes entraram com um apelo na Justiça para revisão da decisão.

“Eu concluí que a evidência disponível é insuficiente para um prospecto razoável de condenação de qualquer um dos 15 soldados”, disse Marianne O'Kane, assistente sênior da promotoria.

O processo contra o Soldado F. continua, mas ainda não chegou ao tribunal.


Fonte: G1

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