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Luiz Gustavo foi estrangulado em Cachoeiro-ES, diz polícia

Luiz Gustavo foi estrangulado em Cachoeiro-ES, diz polícia

Menino morreu em outubro e hipótese inicialmente levantada era de suicídio, mas a Polícia Civil concluiu que ele foi estrangulado. Casal foi indiciado por homicídio duplamente qualificado.

  Por Redaçao

  08.novembro.2018 às 09:42Atualizado em 08.novembro.2018 às 09:49

Na época, a hipótese inicialmente levantada foi que se tratava de um caso de suicídio, mas a Polícia Civil confirmou que foi um crime.

O delegado Felipe Vivas explicou que, no dia do crime, o casal chegou a ser levado para prestar esclarecimentos. Os dois relataram que haviam repreendido o menino Luiz Gustavo dos Santos Moraes por causa de bagunça e que depois disso ele acabou cometendo suicídio usando um cinto.

A versão causou desconfiança na polícia. “O depoimento deles parecia muito ensaiado, mas tínhamos de esperar o laudo cadavérico para decretar a prisão. Nós ouvimos outras testemunhas, que apresentaram versões que fortaleciam nossas suspeitas sobre divergências no depoimento do casal”, disse Vivas.

A investigação durou 21 dias e laudos confirmaram que Luiz Gustavo foi estrangulado até a morte. "O laudo cadavérico constatou que a causa da morte fora estrangulamento e não enforcamento. Mesmo depois de presos e com todas as provas, eles continuam a negar o crime”, detalhou o delegado.

Troca de mensagens

A polícia também informou que faz parte do inquérito uma troca de mensagens entre a mãe e o padrasto. Ela dizia que chamaria o Conselho Tutelar porque ele teria apertado o pescoço do menino.

"Ela pergunta sobre uma suposta agressão que ele teria feito ao Luiz Gustavo, que ele teria segurado no pescoço do Luiz Gustavo. Então é mais um indício de que poderia ser característico uma forma de agressão nesse sentido, já que o menino foi justamente agredido nessa região vital", falou o delegado.

Prisão

O casal foi localizado em uma outra residência, no distrito de Guiomar, zona rural de Vargem Alta.

O padrasto foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cachoeiro de Itapemirim e a mãe ao Centro Prisional Feminino (CPF) do mesmo município.

O casal ainda tem uma filha de um ano, que está recebendo os cuidados de parentes e tendo apoio do Conselho Tutelar de Cachoeiro de Itapemirim.


Fonte: Folha do ES

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