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Justiça mantém júri popular para ex-pastor acusado de matar irmãos no ES

Justiça mantém júri popular para ex-pastor acusado de matar irmãos no ES

Foi mantida a decisão do juiz de 1ª instância e Georgeval Alves deve ir a júri popular. Recurso envolvendo Juliana Salles, mãe das crianças, não foi julgado

  Por Julia Mothé

  24.junho.2021 às 11:25Atualizado em 24.junho.2021 às 11:31

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) decidiu manter, nesta quarta-feira (23), a decisão do juiz da 1ª Vara Criminal de Linhares de levar Georgeval Alves a júri popular. O ex-pastor é acusado de estuprar, agredir e matar os irmãos Kauã e Joaquim, em Linhares, no Norte do estado, em abril de 2018.

O crime aconteceu durante a madrugada na casa onde as crianças moravam com a mãe, Juliana Salles, e o pastor, pai de Joaquim, de três anos, e padrasto de Kauã, de seis. Os dois são acusados das mortes dos irmãos, sendo que Juliana responde ao processo em liberdade sob acusação de omissão. A defesa de Georgeval havia recorrido da decisão para que ele não fosse a júri popular, desembargadores também julgaram uma apelação para que Juliana também seja pronunciada e vá a júri popular.

Segundo a advogada da família, Lharyssa Almeida, a decisão dos desembargadores foi de manter a sentença da 1ª instância por unanimidade. No caso da apelação envolvendo Juliana, a relatora do caso, desembargadora Elizabeth Lordes, pediu mais tempo para reavaliar o processo. O dia do júri do acusado, no entanto, ainda não foi marcado. A defesa do ainda pode recorrer. A reportagem tentou contato com os advogados, mas não teve retorno.

O caso

No dia do crime, Georgeval estava sozinho com os meninos. Juliana havia viajado para um evento religioso em Minas Gerais com o filho bebê do casal. Os dois eram considerados informalmente como pastores na igreja que atuavam em Linhares. De acordo com a investigação da Polícia Civil na época, somente o quarto das crianças foi queimado por volta das 2h do dia 21 de abril de 2018. O laudo cadavérico da polícia informou que as crianças estavam vivas no momento do incêndio, porém desacordadas, pois haviam sido agredidas e estupradas.


Fonte: Folha do ES / G1

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