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A força feminina: cinco mulheres de luta encaram candidatura coletiva a federal

A força feminina: cinco mulheres de luta encaram candidatura coletiva a federal

Decididas a mudar o cenário político nacional, cinco mulheres pretas compõem a primeira candidatura coletiva partido que representam, o Partido Socialista Brasileiro (PSB).

  Por redação

  17.agosto.2022 às 15:34Atualizado em 17.agosto.2022 às 15:36

Cinco mulheres pretas e potentes, e que conhecem de perto as lutas enfrentadas pelas negras do país, se propõem a um novo desafio e se colocam, oficialmente, à disposição dos capixabas para levarem uma nova voz ao Congresso Nacional, dentro da candidaduta coletivas Mulheres de Todas as Lutas.

Decididas a mudar o cenário político nacional, cinco mulheres pretas compõem a primeira candidatura coletiva partido que representam, o Partido Socialista Brasileiro (PSB).

São elas a jornalista, escritora e professora Luciana Máximo, moradora de Piúma, Karla Regynna, mãe de santo e que há anos usa sua casa como espaço de fé e de compartilhamento da ancestralidade africana, moradora de Nova Carapina, na Serra.

Além delas, Thayani de Oliveira, que possui duas formações acadêmicas – Letras e Gestão Aplicada, também de Piúma, Fernanda Pereira, empreendedora social e ex-presidente do Instituto Mão na Massa, que tomou a iniciativa de lançar essa candidatura tão significativa e importante para a conjuntura atual, moradora da comunidade de Jesus de Nazareth, em Vitória, e Samara da Silva, mulher trans, doméstica e moradora de Marataízes.

A candidatura coletiva é encabeçada pela Fernanda Pereira e é uma novidade para o partido do atual governador e candidato à reeleição Renato Casagrande (PSB-ES).

Diversidade e exemplo de luta

Em busca de representatividade LGBTQIA+ nos espaços de poder, Samara da Silva se lançou nesse desafio por acreditar que as politicas públicas inclusivas e que pautem a diversidade só serão possíveis quando a representatividade no Congresso Nacional também for diversa, já que ainda hoje o Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo.

Luciana Máximo foi impulsionada por um desejo semelhante ao de Samara. Ela, que é lésbica, casada e mãe de dois filhos, embarcou na missão rumo à Câmara Federal por querer um Brasil mais inclusivo, empático e com igualdade de verdade. Seu desejo por mudança é, acima de tudo, uma mensagem de amor aos seus filhos e ao país.

Karla Regynna, que durante toda a vida se viu marginalizada por conta da discriminação à sua religião e fé, se juntou ao coletivo para reafirmar a laicidade do Estado brasileiro, bem como lutar no Legislativo Federal para combater o racismo religioso, todas as formas de discriminação e buscar um país mais digno, tolerante e acolhedor às diferenças.

Demonstrando também a diversidade religiosa e que a educação é a chave para mudar o mundo, Thayani de Oliveira acredita que a educação é a mola propulsora para a mobilidade social e para o combate de toda e qualquer discriminação racial, religiosa e de gênero.

Por último, e não menos importante, temos Fernanda, que tomou a iniciativa de lançar essa candidatura tão significativa e importante para a conjuntura atual.

Aprendeu com a mãe que para transformar sonhos em realidade não se pode sonhar sozinha, e que a missão de todos nós aqui nesse mundo é ajudar o próximo.

Ao perder sua mãe, que foi seu porto seguro durante toda a vida, ela encontrou a coragem que não sabia que tinha. Caiu, se reergueu, lutou e venceu.

Fez do Instituto Mão na Massa, projeto social criado por sua mãe, que hoje é referência na comunidade em que vive e em todo Estado do Espirito Santo, um instrumento para ajudar pessoas à margem da mais extrema pobreza, auxiliar mulheres a empreender, e ajudar pessoas vulneráveis.

Apoio

Sendo a primeira iniciativa coletiva do PSB-ES, não surpreende que integrantes e apoiadores do partido estejam animados com as possibilidades apresentadas por estas cinco mulheres aguerridas.

A candidatura chamou a atenção da advogada, ativista e influenciadora digital, também capixaba, Fayda Belo. “Oela destaca que o Brasil que precisamos é um país plural, diverso, que respeite as diferenças e seja igual para todos.

“Sendo eu uma advogada e ativista pelos direitos das mulheres, das pessoas pretas e da comunidade LGBTQIPNA+, ao conhecer essas cinco mulheres, vi que elas representam o que eu espero para o futuro do nosso país, que é uma igualdade de verdade com respeito à diversidade”,frisou.

Fayda Belo ressaltou que não há dúvidas de que Fernanda, Samara, Karla, Luciana e Thayani representam o que falta no Congresso Nacional, mas que o Brasil precisa, e com certeza farão a diferença e levarão a representatividade que ainda hoje é tão ausente no cenário político, declarou a advogada, que conta com mais de um milhão de seguidores na plataforma do TikTok.

Até o dia dois de outubro, data marcada para as eleições 2022, essas cinco mulheres que compõem o coletivo Mulheres de Todas as Lutas continuarão a ganhar força e apoio seja de grandes nomes, seja da população capixaba, pois realmente representam uma voz necessária na política nacional.


Fonte: Dia a dia ES

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