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Se eu fosse o governador

Se eu fosse o governador

EDITORIAL

  Por Jackson Rangel Vieira

  27.julho.2019 às 16:46Atualizado em 27.julho.2019 às 16:59

Que o Espírito Santo é um balaio de caranguejos ninguém mais precisa falar. Agora, que, se continuar um balaio de caranguejos nunca vai sair do papel de coadjuvante da política e da economia brasileira, disso também não há dúvidas.

O balaio de caranguejos não precisa de tampa; o primeiro que coloca sua puã na beirada para subir, os outros puxam de volta. E é justamente isso o que anda acontecendo na política e na economia de nosso Estado.

A última vez em que houve uma mobilização de forças que resultou no impulso econômico dos anos 70 e 80 foi há cinco décadas, na concepção do Fundo para o Desenvolvimento das Atividades Portuários – o Fundap, detonado em meio à corrupção que varreu o País nos últimos anos, com a compra de votos contra os interesses capixabas para beneficiar o Porto de Santos – tem até gente presa por causa disso, no contexto da Lava-Jato.

Estamos, agora, diante de uma nova janela de oportunidades e, se eu fosse o governador, daria um freio de arrumação. Como? Chamando os responsáveis pelos projetos dos portos Central, Imetame, e Petrocity, colocando-os na mesma mesa e fazendo-os fechar um acordo de cooperação de interesse do Espírito Santo.

O governador Renato Casagrande precisa assumir esse papel de comandante de fato dos destinos capixabas. Não dá mais para conviver com um Instituto de Meio Ambiente (IEMA) ideologizado, que só faz atrapalhar os empreendedores. Não dá mais para ficar vendo esforços isolados de empreendedores e nem a politização de questões econômicas. A política é dos políticos, a economia é de todos os capixabas.

Se eu fosse o governador, chamava os líderes dos três projetos de complexo portuário, definia especificidades e mobilizaria todas as forças políticas e sociais para concretizar o Espírito Santo como a maior plataforma logística do País, porque é justamente isso o que vai acontecer quando tivermos os três portos em operação. Chega de "ciuminhos" bestas!

O Porto Central, em Presidente Kennedy, precisa fechar seu objeto em petróleo, gás e minério, que é o que se lhe apresenta. A Imetame, em Aracruz, define seu mercado em supply boat (suporte à atividade de óleo e gás) e cargas avulsas. O Centro Portuário de São Mateus, da Petrocity, foca em cargas gerais, contêineres, rochas ornamentais, rolon rolof e grãos. Cada um com seu perfil, buscando suas áreas de influência e as cargas regionais.

É desse jeito que o governador assume o comando, é desse jeito que o Brasil vai passar pelo Espírito Santo para chegar ao mundo e o mundo vai passar pelo Espírito Santo para chegar ao Brasil.


Fonte: folhadoes.com

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