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Racha no MP-ES isola Procuradora-Geral

Racha no MP-ES isola Procuradora-Geral

Luciana Andrade está dividindo o MPES e gerando mal estar na Instituição

  Por Jackson Rangel Vieira

  06.maio.2022 às 18:53Atualizado em 17.maio.2022 às 21:22

A posse de Luciana Andrade nesta segunda, 2, demonstrou uma unidade artificial e não reflete o racha interno na instituição, fruto de seus erros, inabilidade e truculência.

Jogadas erradas como a antecipação de sua sucessão, medição de forças com o conselho de procuradores, perseguição a colegas e politicagem excessiva em favor de si própria deflagraram um processo de isolamento e corrosão de sua autoridade. Virou uma cabeça sem corpo.

Um exemplo é a derrota da Procuradora Geral no conselho de procuradores na eleição para corregedor e ouvidor. Ela quis medir forças e impor seus nomes contra outros já consolidados com apoio da maioria. Resultado: perdeu feio. São derrotas inéditas para o cargo de Procurador Geral de Justiça. O corregedor e ouvidor eleitos, procuradores Gustavo Modenesi e Humberto Campos, respectivamente, são nomes do Conselho. Os nomes da Procuradora Geral eram as procuradoras Elda Spedo e Carla Sandoval, que disputaram e perderam a eleição no conselho.

Outro exemplo é o caso de um influente procurador de justiça que pediu aposentadoria e antes do ato se consumar, quis voltar atrás, o que é plenamente possível. A Procuradora Luciana não aceitou e aposentou o colega, agindo de forma contrária ao que ela mesma falou com o próprio. Resultado: o procurador aposentado conseguiu na justiça anular o ato de aposentadoria da Procuradora-Geral contra ele e retornou ao cargo.

Outro exemplo foi a confecção de centenas de placas intituladas "amigo do MP" para fazer politicagem e homenagear autoridades e lideranças da sociedade civil. Um evento raso, sem conteúdo e sem sentido. A Procuradora-Geral criou essa homenagem por ato unilateral, sem consultar o conselho e entregou uma placa a si mesma, numa auto-homenagem.

Há ainda o profundo incômodo na instituição com a submissão da Procuradora Luciana ao governo Casagrande, abafando investigações, fazendo vista grossa para a corrupção escancarada e perseguindo desafetos. Internamente, fala-se que a Procuradoria Geral de Justiça do MP-ES virou uma Secretaria de Governo, uma pasta, tamanha a perda de autoridade de Luciana entre os pares.

A Procuradora também precipitou-se ao antecipar sua própria sucessão, imediatamente após sua recondução, com discurso de que não é eterna. Aproveitou para fortalecer seu núcleo, citando nomes de seus promotores assessores como suas opções. Isso deflagrou um desnecessário mal estar e antecipou o início do fim de sua gestão, trazendo precocemente a agenda eleitoral para dentro da instituição, com a agressividade peculiar aos processos de disputa.


Fonte: folhadoes.com

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