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Suspeita: Cota de Gênero pode tirar vaga de vereador eleito em Itapemirim

Suspeita: Cota de Gênero pode tirar vaga de vereador eleito em Itapemirim

O questionamento à candidatura de Michelle pode comprometer a eleição de Julinho

  Por Leandro Bettecher

  23.dezembro.2020 às 13:07Atualizado em 24.dezembro.2020 às 22:40

O partido Cidadania de Itapemirim, presidido por Luciene Peçanha Lopes, foi notificado da abertura de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), movido pela Coligação “Nosso Povo Nossa Missão. Unidos por um Itapemirim Melhor”.

A ação denuncia a inclusão de uma candidatura que teve por objetivo burlar a cota de Gênero, estabelecida nas regras eleitorais, beneficiando a candidatura do vereador eleito no pleito, Julio Cesar Carneiro.

De acordo com os advogados da coligação reclamante, o Cidadania havia inscrito a candidata Miriam Silva Romualdo Cordeiro foi registrada pelo partido sob o número 23777. Posteriormente, a própria candidata, por meio de comunicado ao Cartório da 22ª Zona Eleitoral, solicitou a renúncia de sua candidatura, sendo substituída, para manter a proporção 30% da cota feminina, estipulada em Lei, por Michelle Raposo Ozório Delfino, em 16 de outubro. A substituição foi homologada pelo juiz eleitoral Romilton Alves Vieira Júnior, registrada com o número 23088, tudo dentro dos conformes.

Com o ‘time’ completo, o Cidadania foi para as urnas e conseguiu eleger o candidato Julio Cesar Carneiro (o Julinho da Saúde), com 972 votos. Por outro lado, a candidata substituta, Michelle, não obteve nem o próprio voto, o que causou estranheza e provocou a abertura da ação de investigação – “Nem ela, nem o esposo e tão pouco seus familiares votaram nela. Ela também não divulgou sua candidatura nas redes sociais e não apresentou nenhuma movimentação financeira em sua conta de campanha, levantando dúvidas a respeito da legalidade de sua candidatura, configurando, ao nosso ver, clara fraude à cota de gênero”, cita os advogados autores da ação.

Como agravante que dá sustentação à acusação de fraude, está uma gravação e divulgação de um áudio nas redes sociais, onde a candidata confessa que só emprestou seu nome ao partido, mesmo sem a pretensão de concorrer ao pleito. No áudio, ela candidata diz que votou em outro candidato na eleição, no caso, em Julio Cesar Carneiro (Julinho).


Fonte: O Jornal

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