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Tyago Hoffman quer controlar e anular a atuação da Amunes

Tyago Hoffman quer controlar e anular a atuação da Amunes

O prefeito de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos (PSD), já deu a grita e disse que desfilia seu município, se a Amunes for presidida por ex-prefeito.

  Por Jackson Rangel Vieira

  18.fevereiro.2021 às 13:00Atualizado em 18.fevereiro.2021 às 14:53

Tem nome, CPF e impressão digital a manobra do presidente da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), Gilson Daniel (Podemos-Viana), mudando o estatuto da entidade para permitir que seja presidida por ex-prefeito. Por trás de tudo está o secretário de Governo Tyago Hoffman, homem de confiança do governador Renato Casagrande (PSB), mais do que o próprio chefe da Casa Civil, Davi Diniz.

O que o governador está fazendo, através de Tyago Hoffman, é instrumentalizar a Amunes e anular sua atuação para criar um governo imperial, o que demostra que Casagrande e o “imperador” Paulo Hartung são duas faces da mesma moeda, trocando favores políticos por favores pessoais a fim de controlar todas as instituições do Espírito Santo e concretizar seus objetivos políticos.

+ Enivaldo reage a manobra para que ex-prefeitos possam dirigir a Amunes

O primeiro beneficiado é o próprio Gilson Daniel, que vai receber como recompensa uma secretaria de Estado. O segundo beneficiado é o ex-prefeito Lubiana Barrigueira (PSB), de Nova Venécia, para quem está sendo preparado o cenário para presidir a Amunes. Mas, numa demonstração de que ser aliado não é ser subalterno, o prefeito de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos (PSD), já deu a grita e disse que desfilia seu município, se a Amunes for presidida por ex-prefeito.

“É um desrespeito com 78 prefeitos que foram eleitos e estão na ativa. A Amunes sempre foi uma entidade representante dos municípios e governada por chefes de executivo da ativa”, disse Enivaldo, que foi o responsável pelo atual formato da entidade quando a recriou ao presidi-la em 1990 até outubro de 1991, quando deixou o cargo ao assumir a Secretaria de Estado do Interior, onde ficou até 1994, quando se elegeu deputado. “Quando deixei a chefia do Executivo municipal, deixei também a Amunes”, observou.

Agora, quem é Lubiana Barrigueira nesse jogo. É um derrotado político. Ele se elegeu em 2012 como homem de Renato Casagrande, que era o governador. Depois, em 2016, se reelegeu como aliado de ocasião do governador Paulo Hartung. Em 2020, porém, recebeu o “reconhecimento” do maior eleitorado da região do interior do Norte do Estado. Em janeiro de 2020, quando percebeu a popularidade do seu secretário de saúde, André Fagundes, o exonerou.

De nada adiantou. André candidatou-se pelo PDT e "surpreendeu" Lubiana, o protegido do governador, derrotando o candidato do sistema, Edson Marquiori (PSB) com mais de 3 mil votos de frente: 10.550 (39,39%) a 7.270 (27,14%).


Fonte: Folha do ES

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